Luz: A importância para o cultivo indoor

 Em Dicas de Cultivo, Dicas Green Power

A luz é a grande aliada do cultivador. Sem luz as plantas não existiriam, pois é através da fotossíntese que os seres vegetais produzem sua energia/alimento e sem luz não há fotossíntese. Portanto, escolher a potência, lúmens e o tipo de iluminação é uma tarefa que merece atenção por parte do cultivador.

Dando sequência à nossa série de artigos sobre como “montar seu grow”, trataremos aqui sobre a LUZ e as várias opções disponíveis para iluminação, dicas para aumentar a reflexividade e para não desperdiçar energia elétrica e, por consequência, seu dinheiro.

MH, HPS, CFL e LED’s – o que são essas siglas todas?

Existem basicamente três tipos de sistema de iluminação para um cultivo indoor: CFL, sigla em inglês para Lâmpadas Fluorescentes Compactas, que são hoje as lâmpadas mais utilizadas para iluminação doméstica, após a substituição das velhas incandescentes. As fluorescentes produzem luz branca e podem ser usadas para iluminar o grow, mas não darão os mesmos resultados em comparação às MH e HPS, por exemplo, no entanto são mais econômicas.

Lâmpadas de Vapor de Alta Pressão são, provavelmente, as lâmpadas mais utilizadas para iluminação em cultivo indoor. Ao longo de vários anos, elas foram aperfeiçoadas buscando-se otimizar a iluminação produzida às necessidades das plantas. Este tipo de lâmpadas é encontrada basicamente em duas versões: MH – lâmpadas de vapor metálico (metal halide) e  HPS – lâmpadas de vapor de sódio (high pressure sodium).

As lâmpadas de vapor metálicas são comumente utilizadas para a primeira fase (ou vegetativa) de crescimento, pois elas emitem luz mais próxima ao espectro azul que pode desencadear uma maior resposta vegetativa das plantas. Já as lâmpadas de vapor de sódio são utilizadas para a segunda fase (ou floração) de crescimento, uma vez que têm uma luz avermelhada, que propicia uma resposta maior de floração em plantas. Isso acontece devido à semelhança desse espectro de luz com a incidência solar da primavera, época em que a maioria das plantas entende que é hora de florir.

Caso um cultivador utilize lâmpadas de vapor de sódio durante a fase vegetativa da planta, a mesma irá crescer um pouco mais rapidamente, mas terá entrenós mais longos, o que pode acarretar maior fragilidade dos ramos depois. Alguns cultivadores optam por utilizar uma lâmpada de vapor de sódio conjuntamente às lâmpadas de vapor metálicas durante a floração.

Esse tipo de lâmpada é muito eficiente em emissão de luz (apresentam boa irradiação luminosa em lúmens), mas têm a desvantagem de precisar de reator para serem acionadas, além de causarem grandes impactos na conta de luz.

Já os modernos painéis de LED’s possuem inúmeras vantagens quando consideramos sua facilidade de utilização, eficiência e durabilidade. A vida útil de LEDs é algo em torno de 10.000 a 20.000 horas. LEDs não requerem

 reator, basta plugar diretamente na tomada (observe a voltagem do equipamento e da rede antes!), além de serem relativamente mais silenciosos.

Muito além de escolher a iluminação

Além da escolha do tipo de iluminação é importante prestar atenção ao revestimento do grow. Paredes escuras irão absorver boa parte da luz emitida pela lâmpada, por isso cubra todas as paredes, teto e chão com material reflexivo. Muitos cultivadores pintam o espaço de branco e essa é a melhor solução se você não tem muitos recursos para investir em mantas reflexivas (como o Mylar), mas nunca forre seu grow com folhas de alumínio. Elas geram zonas de calor.

A importância da luz no planejamento do grow vai além da preocupação com as plantas. Um espaço mal vedado e você poderá ter problemas no que diz respeito aos seus vizinhos. A luz a noite pode ser um grande inconveniente para quem gosta de dormir no escuro. Por isso fique atento para não causar incômodos.

Uma lâmpada sozinha emitirá luz para o desenvolvimento da planta, mas quando acoplada a um refletor ela mostrará toda sua eficiência. O refletor faz com que a luz tenha um alcance bem maior e, dependendo do tamanho do seu grow e quantidade de plantas que pretende cultivar, considere incluir este equipamento logo no início.

Afinal, qual a melhor opção?

Após planejar o espaço onde será feito seu cultivo ou comprar a estufa do tamanho adequado às suas necessidades, você pode determinar o tipo e potência da luz que irá utilizar. Na hora da escolha do tipo de lâmpada, seu orçamento pode atrapalhar seus planos, mas fique atento ao custo x benefício e não somente ao custo dos sistemas de iluminação. Painés de LED, por exemplo, podem parecer completamente fora do seu orçamento, mas os reflexos na conta de luz serão positivos e eles acabam se pagando em menos tempo do que você possa imaginar.

Compare as diferenças e vantagens entre os três sistemas básicos de iluminação:

Lâmpadas Fluorescentes Compactas

  • É difícil cultivar plantas muito grandes com esse tipo de luz;
  • Ideal se você quer somente um cultivo simples com um rendimento médio;
  • Barato de configurar e manter;
  • Discretas – Pouco calor, pouco consumo;
  • Compatível com vários tamanhos de áreas de cultivo;
  • Se você quiser levar um cultivo mais sério, será necessário utilizar lâmpadas mais adequadas. No entanto, se no meio do caminho resolver fazer um upgrade no cultivo, ainda pode reaproveitar as lâmpadas fluorescentes para plantas jovens, clones, madres ou como luz suplementar para seu cultivo principal;
  • Perfeito para um iniciante com um baixo orçamento.

Para um cultivo pequeno e barato, com aproximadamente 1 a 4 plantas, para quem não tem muito dinheiro para gastar, com uma pequena área de cultivo, ou para quem está nas primeiras tentativas, a melhor escolha são as lâmpadas fluorescentes compactas (CFL), tubulares ou outros tipos de luzes fluorescentes.

Lâmpadas de Vapor de Alta Pressão (MH e HPS)

  • Podem manter várias plantas em um cultivo indoor;

  • Muito fácil de manter depois de montada;

  • Necessitam de um soquete cerâmico padrão E40 e um reator para serem ligadas. Nunca as ligue em soquete plástico;

  • Consomem mais de energia e produzem mais calor do que lâmpadas comuns;

  • Necessitam de um espaço grande ou de um sistema de exaustão para lidar com o calor;

  • Pode deixar a configuração do espaço de cultivo mais cara;

  • Colheitas grandes e consistentes com produto final de alta qualidade;

  • Muitos recursos e informações de cultivo disponíveis utilizando essas lâmpadas, o que a torna uma das opções mais seguras para cultivo;

Recomendada para cultivadores sérios, devido a custos com eletricidade e problemas com calor.

Use uma lâmpada de vapor metálico (MH) para a fase vegetativa e a lâmpada de vapor de sódio (HPS) para a floração. Esta combinação de luzes de cultivo imita a luz natural do sol durante as diferentes estações do ano e é a forma mais experimentada e testada para cultivo. Muitos reatores modernos vêm com a capacidade para suportar ambos os tipos de lâmpadas.

Painéis de LED

  • Super discreta – Baixo consumo e baixo calor;
  • Barato e fácil de manter depois de tudo montado;
  • Alto custo inicial. Luzes LED atualmente custam mais do que qualquer outra luz para cultivo;
  • Painéis de LED para cultivo são os mais modernos sistemas de iluminação para plantas. Existem padrões de emissão de luz específicos nos painéis de LED, nos comprimentos de onda que a planta absorve, sendo, portanto, muito mais eficientes em comparação aos outros sistemas.

Nos próximos artigos, trataremos cada sistema de iluminação isoladamente, trazendo mais informações sobre montagem, funcionamento, potência e resposta da planta à luz emitida.

Bons Cultivos!

E-book: Faça o download gratuito.

Start typing and press Enter to search