Afinal, as fases da lua interferem mesmo no cultivo?

 Em Dicas de Cultivo, Dicas Green Power

O espaço sempre intrigou a humanidade, seja pela sua imensidão ou pela nossa pequenitude. É graças a lua, nosso satélite natural, (e outros astros) que a vida na terra é possível pois, se a lua desaparecesse todo o equilíbrio de forças que mantém a Terra em sua órbita seria afetado e provavelmente nos perderíamos no espaço antes ou depois de desintegrar. Eis que, sabendo disso ou não, há milhares de anos os povos tradicionais utilizam as fases da lua em tradições culturais, calendários e é claro, cultivos de terras.

A força gravitacional que atua entre a Terra e a Lua (bem como Terra-Sol, ou Lua-Sol) a mantém a certa distância do nossa planeta e somada ao movimento de rotação nos permite subdividir o movimento lunar em fases. Essas fases, determinadas pela imagem que vemos a partir da iluminação do sol e a sombra da Terra na Lua, compreendem dois grandes grupos.

Primeiramente as Crescentes! São aquelas as quais temos a visualização de um crescimento da lua: lua nova, crescente, quarto crescente e lua globulosa (aquela quase cheia).

As chamadas Decrescentes, quando a lua está diminuindo são: lua cheia, lua minguante, quarto minguante e também a balsâmica (aquela quase lua nova).

Apesar de muitas pesquisas na área, ainda há dúvidas sobre as razões físicas e comprovação de que as fases da lua afetam o plantio, colheitas e principalmente a qualidade da safra conforme a adequação com o calendário. Sabe-se que o efeito sobre as marés se dá pela atuação da força gravitacional e sua implicância no movimento dos líquidos. A seiva, como um bom fluído, também é regida por essa máxima. Assim, nós maestros podemos aprender a utilizar a astronomia e a botânica para guiar a orquestra das plantas e ouvir o som das queridas flores nascendo!

Mas quais fases da lua são realmente importantes no cultivo de plantas folhosas e de desenvolvimento acima do solo?

Sabe-se que durante as fases Crescentes, as plantas utilizam sua energia principalmente para desenvolver folhas, caules, flores, ou seja, aquelas partes que ficam acima do solo. Já nas fases Decrescentes, os recursos são direcionados para seu sistema radicular, as partes que ficam no subsolo como raízes.

Importante: Um bom momento para começar o seu plantio é durante a fase crescente da lua! Nessa fase as sementes apresentam taxa e velocidade de germinação mais altas.

A Lua minguante é o momento em que a planta realiza uma maior ingestão e absorção da água e nutrientes então é hora de ter bastante atenção e garantir que ela esteja recebendo nutrição e hidratação adequadas.

A poda e remoção de ervas daninhas deve ser realizada na fase balsâmica ou quando metade da lua está visível. Isso porque essas fases correspondem a uma baixa atração da força gravitacional e são consideradas as de descanso da planta antes do início do próximo ciclo de crescimento.

Com certeza muitos leitores devem estar se perguntando do momento mais gratificante e feliz de quem tem uma plantinha em casa:

A colheita!

Quanto à este sublime momento há contradições. Durante a lua nova, a planta se encontra com o menor teor de água do ciclo e realizar a colheita nesse período implica numa secagem e cura mais rápidas. Porém, é na lua crescente que a planta dedica mais energia no crescimento das flores (e partes acima do solo em geral) e portanto pode ser interessante para mantê-la forte e não enfraquecê-la com a colheita. Nesse momento tão único, fica ao sortudo (e trabalhador) que irá colher a decisão de em qual fase lunar fazê-lo!

Todas essas dicas sobre as fases da lua são muito proveitosas para os produtores externos (cultivo outdoor), mas também são úteis no cultivo indoor, que está sujeito às interferências gravitacionais mesmo não sofrendo tanto com as alterações climáticas.

BAIXE o Infográfico sobre as diferenças entre cultivo indoor e cultivo outdoor

Graças a poderosa força gravitacional, a existência da nossa Lua e o pontapé inicial nos estudos dos astros realizado por povos tradicionais (desde os Gregos até os Incas, por exemplo) podemos nos beneficiar ainda mais do que a natureza nos oferece. Afinal, esse é um conhecimento utilizado por muitas gerações há milhares de anos e está a nossa disposição. Cabe a nós, como cientistas naturais que somos, realizar nosso próprio experimento, já que nesse campo poucos estudos teórico-experimentais concluem com embasamento sobre essas teorias.

Plantas tratadas com água, nutrientes e bastante atenção certamente são plantas felizes, realizadas e prontas para nos honrar com a beleza das suas flores!

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