Como evitar os 5 erros mais comuns no cultivo indoor

 Em Dicas de Cultivo, Dicas Green Power

O sucesso de um cultivo indoor, que resulte em uma colheita de qualidade, depende de uma série de fatores. Mas é a forma como o dono lida com o cultivo que torna mais fácil ou mais difícil o caminho para o desenvolvimento da planta. Muitos erros acabam sendo cometidos por falta de atenção e por falta de conhecimento sobre os cuidados com o cultivo. Existem ao menos cinco erros que podem ser considerados os mais comuns e, por isso, devem ser sempre evitados.

Usar água demais

Este é um erro que pode ser um dos mais comuns. Na tentativa de manter a planta úmida, o dono encharca o cultivo. Bota água além do necessário e coloca em risco o tempo natural de enraizamento e crescimento da planta. É preciso atenção. O solo pode estar seco na superfície do vaso, mas deve-se investigar o meio e o fundo. A rega mais recente pode ter penetrado no solo/substrato e não ser mais aparente na superfície, mas ainda estar presente na zona de raízes. E por isso, não há necessidade de repetir quase que imediatamente a operação.

Como já ensinamos no blog e também no nosso e-book sobre dicas de cultivo indoor, use sempre o truque do palito de picolé. Espete o palito até o fundo do vaso para saber se a terra está úmida. Se ao ser retirado, o palito estiver seco, é hora de regar. Se voltar com sinais de umidade, aguarde mais um tempo – até um dia eventualmente – e repita o procedimento.

As condições climáticas da sua cidade também possuem total influência no tempo das regas: se chove e a umidade do ar é elevada então é óbvio que a planta não precisará de tanta água (mesmo que ela esteja ao abrigo da chuva, num cultivo indoor). Mas se sua cidade é de clima seco então as plantas aumentam sua transpiração e necessitam de água com mais frequência.

Usar iluminação inadequada

O erro nesse caso é cometido muitas vezes por desinformação. Primeiro: quando o assunto é cultivo indoor, não existe isso de que lâmpada é tudo igual. E segundo: o que não falta é informação para conhecer as vantagens de cada tipo de iluminação presentes no mercado atual: painel de LED e lâmpadas de vapor. Isso é essencial para compreender a importância da escolha da iluminação adequada para o cultivo.

Usar a errada pode pesar no bolso. O consumo de energia no caso das lâmpadas de vapor costuma ser mais alto e o custo-benefício pode não ser o ideal para um cultivo de pequeno porte, por exemplo. Diferente do painel de LED, que tem custo-benefício maior, além de uma instalação mais simples. E além do bolso, a escolha da lâmpada incide também sobre o desenvolvimento do cultivo. As de vapor geram mais calor na conversão em luz e isso pode prejudicar a planta. E para evitar que elas sejam queimadas, o jeito é recorrer a um sistema de exaustão.

Falta de ventilação e exaustão

Este erro é cometido na maioria das vezes quando se opta por fazer a própria estufa a partir de um móvel antigo. E também tem relação com o calor gerado pela lâmpada escolhida. Sem prever um sistema de ventilação e exaustão, a tendência é a estufa ficar ainda mais quente. Se não tem ventilação nem exaustão para o ar ser renovado, quais as chances de sucesso do cultivo? O dono do cultivo pode colocar tudo a perder se não estiver atento a isso. Para se prevenir, ele tem duas opções.

A primeira é construir sua estufa e prever em seu projeto os espaços adequados para exaustão e instalação dos equipamentos (ventilador, exaustor, dutos, etc). Observar também o tipo de iluminação que irá usar, se a opção for por LEDs a demanda por resfriamento será menor, mas isso não exclui a necessidade de instalar um exaustor. Caso opte por lâmpadas de vapor então precisará prever um sistema de resfriamento que dê conta do recado.

A segunda opção é mais prática: em vez de adaptar um móvel ou espaço improvisado, comprar uma estufa pronta ou mesmo um kit completo para cultivo – o que evita uma série de riscos. Seja qual a opção escolhida, o importante é evitar os prejuízos gerados pelo calor.

Espaço inadequado

Na empolgação de montar seu grow, não caia no erro de fazer tudo às pressas, sem prestar atenção ao espaço onde pretende instalá-lo. Partindo da ideia de que você usará uma estufa pronta, escolha um local discreto e com tomadas próximas. Leve em consideração a possibilidade de otimizar a instalação de todos os equipamentos.

Faça isso preenchendo todo o espaço com plantas. Mas importante: antes de comprar sua estufa, meça o espaço e decida qual será o tamanho inicial do seu cultivo. Muitos erram por não fazerem essa análise. Compram uma estufa que não cabe no espaço ou que é menor para a quantidade de vasos que pretende usar. No caso de ser o primeiro cultivo, comece com uma estufa menor e cresça conforme sua experiência e seus resultados forem melhorando.

Falta de rotina de manutenção

Por fim, o quinto erro mais comum no cultivo indoor é a falta de rotina de manutenção. Para garantir o sucesso da empreitada só fazer o plantio nos vasos e regar vez ou outra não basta. É preciso fazer um acompanhamento frequente. E isso inclui, além de observações dos itens citados como água, luz e ventilação, também saber qual fertilizante deve ser usado conforme a fase da planta. Se não mantém uma rotina, como você vai saber que tipo usar para aquele estágio? O fertilizante errado na hora errada pode comprometer a planta, atrasar seu desenvolvimento e até comprometer sua qualidade. Se comete o erro de não manter uma rotina, você também se atrapalha no controle do pH, além de deixar a porta aberta para a ação de pragas.

Ficou com dúvida? Fale com a Green Power. E confira na nossa loja tudo o que você precisa para seu cultivo indoor.

Deixe um Comentário

Start typing and press Enter to search