Da Colheita ao Curado: dicas para um resultado melhor

 Em Dicas de Cultivo

A colheita é o momento mais desejado do cultivo, é hora de alegrar-se pelo trabalho bem feito, mas também é o momento de ficar atento aos últimos detalhes: 

Fertilização

Para que as plantas tenham tempo de eliminar os resíduos de nutrientes aconselha-se a interromper a fertilização de duas a três semanas antes da colheita. Caso o cultivo seja feito em vasos, se acumulam ainda mais sais e nesses casos o melhor é fazer o “flush”, que consiste em regar a planta somente com água, na proporção de 2L de água para cada litro de substrato.

Para a fase final do cultivo existem produtos específicos que podem ser aplicados para melhorar o sabor e aroma das ervas, tais como o melaço de cana-de-açúcar, que pode ser facilmente encontrado, sendo um produto muito barato e que oferece muitos benefícios ao ganho final de sabor das ervas. Aliás, confira este post aqui do blog sobre os benefícios do melaço.

 Colheita

A forma clássica de colher ervas aromáticas consiste em cortar a planta inteira, pendurá-la para baixo e assim iniciar a manicure das folhas. Primeiro corta-se as folhas maiores e depois passa-se a uma manicure em profundidade, retirando-se as folhas que também contém compostos ativos e que podem ser aproveitadas.

Outros preferem cortar a planta por partes, iniciando pelos ramos superiores, deixando os inferiores alguns dias a mais para que terminem a maturação. Seja qual for a sua escolha, o importante aqui é manipular a planta, cortando-a e manicurando-a, ainda quando as flores estiverem frescas, pois à medida que secam a manipulação fará com que elas percam os compostos ativos.

 Manicure

Alguns cultivadores preferem fazer a primeira manicure ainda com a planta no vaso/substrato, retirando-se a maior parte das folhas e deixando assim que as flores tenham uma maturação extra, pois a planta “intui” que chegou sua vida está chegando ao fim. Na primeira manicure retira-se as folhas maiores, eliminando-se toda a matéria vegetal sem resina. Para este trabalho é essencial ter uma tesoura com lâminas limpas e afiadas e, principalmente, ser uma tesoura de bico fino, pois assim se consegue cortar exatamente a junção das folhas com os ramos.

Na segunda manicure corta-se as folhas menores que estão inseridas entre as flores. Estas folhas geralmente possuem muitos compostos ativos e podem ser aproveitadas na culinária. 

Secagem

A maioria dos métodos de secagem rápida não resultam em um material de primeira qualidade, uma vez que a clorofila fica aprisionada nas flores e folhas o que torna as ervas com sabor mais amargo. O ideal é secar lentamente por pelo menos 15 dias. Em regiões de clima seco e quente tende-se a fazer um manicurado superficial, deixando-se  algumas folhas para que a secagem seja mais lenta. Já em locais de clima úmido o melhor é deixar as plantas bem peladas de forma a evitar a ocorrência de mofo.

É importante lembrar que os compostos ativos das ervas se degradam com a presença de luz, calor e umidade. Portanto, é imprescindível que a secagem seja feita em um local fresco, seco e escuro.

Da Secagem ao Curado

A planta estará seca quando as flores estiverem com uma consistência “crocante” e quebradiças. A partir daí deve-se desramar as flores, cortando-as e logo passar para o local de cura. A cura é o processo que retira a umidade final das flores e elimina todo resíduo de clorofila, fazendo com que as ervas adquiram seu melhor sabor e potência.

 A primeira fase do curado é feita em caixas de madeira ou de papel, arejadas em locais secos. Depois passa-se as flores para os potes de curagem, que devem protegê-las da umidade exterior. Pode-se utilizar potes de vidro com tampas de cortiça.

Armazenagem

As ervas precisam ser mantidas secas, longe do calor e da luz. Existem no mercado atualmente contenedores perfeitos para esta fase, com sistema de fechamento à vácuo, que conserva as ervas por muitos meses sem que percam sabor e evitando que acumulem umidade ou degradem. Os potes herméticos pequenos são também boas opções para viagem, pois armazenam as ervas e evitam que os odores escapem, devido ao sistema presente na tampa, que suga o ar interior para fora.

Depois de tanto trabalho para garantir a melhor colheita e seu abastecimento é chegada a hora de desfrutar. Abrir um pote desses é equivalente a abrir uma garrafa de vinho fino. Quanto mais tempo curando melhor será seu sabor.

Fonte da matéria: Jornal SoftSecrets/Uruguai

Saiba mais no post Potes herméticos: O que saber para melhorar a cura das ervas

 

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