Cultivo outdoor: Iluminação artificial ajuda a complementar as horas de luz

 Em Dicas de Cultivo, Dicas Green Power

No dia 21 de junho, o inverno começa e para quem investe em um cultivo outdoor o período é de atenção por conta das mudanças climáticas e da duração dos dias. Como escurece mais cedo, o cultivador precisa rever sua rotina para não colocar suas plantas a perder. Isso porque com o dia terminando mais cedo que nas outras estações, a incidência da luz do Sol sobre as plantas também diminui. E dependendo da fase em que se encontra o cultivo, você deverá adotar algumas providências, a fim de garantir o fotoperíodo necessário para as plantas receberem a dose ideal de luz. A solução para isso será recorrer à iluminação artificial.

Nunca é demais lembrar que a luz é um dos elementos essenciais para o sucesso de um cultivo. Por isso, no caso do outdoor, com a chegada do inverno é preciso compensar a exposição das plantas à luz. Recomenda-se que o fotoperíodo seja de 18h por dia de luz e 6h de escuridão no período de crescimento, por exemplo. Se o tempo de duração do dia durante o inverno não atende as necessidades das suas plantas, então é hora de agir para garantir sua colheita.

Grow montado para compensar exposição à luz no cultivo outdoor

Já sabendo que precisa adotar essas medidas de compensação de luz, você pode montar seu grow externo já prevendo o uso de iluminação artificial. Optar por usar vasos em vez de plantar diretamente no solo, por exemplo, já é uma medida importante nesse processo. Irá facilitar a rotina de compensação da luz.

Você precisará montar a infraestrutura com a instalação elétrica feita preferencialmente por técnico habilitado, e escolher o tipo de lâmpada que usará: Fluorescentes Compactas, Vapor de Alta Pressão e LED. Veja os prós e contras de cada tipo disponível no mercado.

Fluorescentes

Prós

  • Ideal se você quer somente um cultivo simples com um rendimento médio (1 a 4 plantas);
  • Barato de configurar e manter;
  • Discretas;
  • Pouco calor, pouco consumo;
  • Compatível com vários tamanhos de áreas de cultivo;
  • Perfeito para um iniciante com um baixo orçamento;
  • Considerada uma das melhores luzes para clones, mudas e plantas jovens.

Contras

  • É difícil cultivar plantas muito grandes com esse tipo de luz;
  • Geram rendimentos menores por watt do que os outros tipos de iluminação quando usadas no estágio de floração enquanto os brotos se formam;
  • Não são consideradas poderosas suficiente para plantas altas em fase de floração.

Vapor de Alta Pressão

Prós

  • Podem manter várias plantas em um cultivo;
  • Sendo luzes poderosas, podem ser usadas tanto para floração quanto para crescimento;
  • Muito fácil de manter depois  de montada;
  • Colheitas grandes e consistentes com produto final de alta qualidade;
  • Muitos recursos e informações de cultivo disponíveis  utilizando essas lâmpadas, o que a torna uma das opções mais seguras para cultivo.

Contras

  • Consomem mais de energia e produzem mais calor do que lâmpadas comuns;
  • Necessitam de um espaço grande ou de um sistema de exaustão para lidar com o calor e por isso exigem investimentos em ventilação e exaustão;
  • Pode deixar a configuração do espaço de cultivo mais cara;
  • São lâmpadas que se desgastam mais rapidamente;
  • Em comparação com as Fluorescentes e os painéis de LED, as de Vapor de Alta Pressão precisam de mais peças para instalação (como o reator que pode ser de dois tipos: eletromagnéticos ou eletrônicos – sendo que para um cultivo de sucesso o mais indicado é o reator eletrônico já que são muito mais eficientes em comparação aos magnéticos, que aquecem mais e desperdiçam energia).

Painéis de LED

Prós

  • Opção considerada mais discreta para um grow;
  • Baixo consumo e baixo calor;
  • Barato e fácil de manter depois de tudo montado com alta durabilidade;
  • Painéis de LED para cultivo são os mais modernos sistemas de iluminação para plantas;
  • Considerados mais eficientes em comparação aos outros sistemas.

Contras

  • Alto custo inicial;
  • LEDs obtêm em média rendimentos ligeiramente menores por watt do que as lâmpadas de Vapor de Alta Pressão, embora as novas tecnologias, como a Full Spectrum, têm acabado com  essa afirmativa;
  • Os painéis de LED mais potentes ocupam mais espaço que as lâmpadas comuns e isso vai exigir do cultivador um investimento em infraestrutura.

Depois de escolher o tipo de lâmpada, fica mais fácil. Basta instalar a lâmpada escolhida e mover os vasos das plantas quando a luz solar não for mais suficiente, ao fim da tarde.

Uma dica importante: se for possível, o ideal é deixar os vasos já posicionados onde incida sol durante o dia e com a iluminação artificial instalado e ligadas a um timer (temporizador) para ligar é desligar automaticamente.

Dependendo dos seus objetivos com seu cultivo, você poderá até estudar a possibilidade de torná-lo “misto” no que se refere à iluminação. Ou seja, se tem um cultivo indoor, você pode eventualmente dar um “banho” de luz do Sol nas suas plantas, assim como podem levar as plantas do cultivo outdoor para uma exposição de luz artificial.

O importante é não perder de vista o fotoperíodo correto para cada fase de desenvolvimento da planta. Nem mais nem menos tempo, apenas o que a planta realmente precisa em cada fase.

Quer saber mais sobre cultivo outdoor? Confira no blog da Green Power:

7 principais diferenças entre cultivo indoor e cultivo outdoor

Cultivo outdoor: Cuidados específicos para cada estação do ano

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