Revolução: Inovações que mudaram o cultivo indoor para melhor

 Em Dicas de Cultivo, Dicas Green Power

Quem acompanha os produtos que estão à venda na loja da Green Power pode não fazer ideia de que, não muito tempo atrás, não era assim tão fácil montar um cultivo indoor. Foram muitas as inovações que fizeram uma verdadeira revolução e que tornaram as tarefas dos cultivadores menos complexas, apesar de ainda ser necessário e importante buscar conhecimento para que os resultados sejam cada vez melhores.

Para você, quais são as grandes inovações que trouxeram impacto positivo no cultivo indoor?

Enquanto você pensa na resposta, além da nossa lista de inovações, preparamos um resumo sobre as origens deste tipo de cultivo que ajuda a entender o quanto a atividade evoluiu através do tempo.

O começo e as inovações no cultivo indoor

A ideia de cultivar plantas durante todo o ano, controlando os fatores ambientais, remonta ao Império Romano. Os primeiros cultivos que se tem notícia foram idealizados pelo imperador Tibério César. Ele mandou construir canteiros móveis que pudessem ser levados para o interior das construções durante o tempo frio ou desfavorável e assim fosse possível cultivar durante todo o ano*.

Com o tempo, isso evoluiu para o conceito de estufas. As primeiras foram usadas em toda a Europa e na Ásia no século XIII e funcionavam capturando o calor do Sol dentro de uma estrutura fechada que isolava as plantas das temperaturas ambientes mais frias. Essas estufas, apesar de inovadoras para a época, eram relativamente de baixa tecnologia em comparação com os ambientes controlados de hoje.

Saltando para os anos 1970, foram desenvolvidas na Holanda as primeiras estufas com sistemas de controle ambiental já contando com monitoramento por computador, embora os custos fossem elevados. Os holandeses foram também os pioneiros em manter cultivos caseiros indoor por causa das condições desfavoráveis do clima e da iluminação natural em grande parte do ano.

Três exemplos de inovações no cultivo indoor

Estufa

A imagem de uma estufa feita em casa, a partir de um móvel em desuso, pode dar a impressão de que a variedade de estufas prontas, altamente práticas e funcionais, que temos hoje, é uma novidade recente. Mas não. O que houve, na verdade, foi uma popularização dos modelos utilizados já que as estufas para cultivo indoor, como os formatos usados atualmente, tiveram seu início por meio de projetos da NASA, a agência espacial dos Estados Unidos.

Nas décadas de 1980 e 1990, a NASA utilizou ambientes controlados para cultivar plantas em suas estações de pesquisa no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Seus projetos buscavam evidências de que o valor nutritivo das culturas alimentícias cultivadas em ambientes fechados poderiam ser tão bons ou até melhores do que o cultivo em campo ao ar livre.

O próprio tecido de revestimento das estufas atuais, o Mylar 600D, foi inventado naquela época pela empresa Dupont para atender as necessidades da NASA. Até hoje o Mylar 600D é utilizado como o principal material de confecção das estufas de cultivo indoor, especialmente por sua característica altamente reflexiva e, ao mesmo tempo, por evitar acúmulo de calor gerado pelas fontes de luz artificial.

Iluminação

Antigamente, não havia uma variedade de tipos de lâmpadas como hoje, com características e funcionalidades específicas para o cultivo indoor. A maioria dos cultivos caseiros utilizava lâmpadas de vapor de alta pressão, como as que ainda existem hoje no mercado, mas com menos eficiência no desenvolvimento das plantas e maior custo àquela época.

Muitos cultivos foram feitos com lâmpadas fluorescentes ou mesmo incandescentes, sem avaliar o efeito que causavam na planta e sem levar em consideração a fase em que se encontrava. E hoje temos a popularização dos painéis de LED como símbolo da evolução do cultivo indoor para ajudar no desenvolvimento da planta, contribuindo também para a padronização do seu crescimento. Além dos benefícios que gera, um fator que tornou o uso dos painéis de LED mais recorrente é que eles deixaram de ser itens caros e pouco acessíveis.

Medidores

Pense na quantidade de plantas que morreram pelo caminho porque não era possível medir o solo para equilibrar a quantidade certa de nutrientes? Agora pense em como ficou muito mais fácil ter este controle para ajudar no melhor desenvolvimento da planta. Tudo isso graças ao uso de medidores como o de pH e o de Condutividade Elétrica (EC).

Antes deles, as medições eram quase que feitas exclusivamente por cultivadores experientes. Além disso, diferente dos dias de hoje, os medidores mais antigos eram caros e mais robustos, usados majoritariamente em cultivos voltados à pesquisa científica, cultivos hidropônicos de larga escala e com fins comerciais.

Com a popularização dos cultivos e a chegada das opções que estão disponíveis hoje na loja da Green Power, por exemplo, de uma maneira geral tudo ficou mais fácil para os menos experientes. De um lado, os medidores bem como as medições passaram a ser mais acessíveis. E de outro, muitos fóruns de discussão na internet, a partir das trocas de informações e experiências, ajudaram inclusive criando as padronizações quanto aos valores ideais de pH e EC para o cultivo.

Agora é sua vez. Compartilhe com a Green Power sua lista de inovações no cultivo indoor.

Fonte de informações: site Gardening Know-How

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